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Gravidez – quais são os testes que se deve fazer?

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Gravidez – quais são os testes que se deve fazer?

A gravidez é um período na vida de uma mulher, que envolve testes frequentes. Estes que são feitos no laboratório podem ser divididos em estes que são obrigatórios e estes que são recomendados. Saiba mais sobre eles.

O exame da urina

Entre os exames laboratoriais de rastreio que são executadas durante a gravidez praticamente antes de cada visita ao médico, há um exame de urina. Tem como objetivo acompanhar o trabalho dos rins, que neste período deve filtrar e purificar muito (porque cerca de 30-40%) mais sangue do que antes da gravidez. A deteção precoce de bactérias na urina e tratamento adequado permite evitar a hospitalização, o que se torna necessário no caso de inflamação do trato urinário com todos os sintomas. Controlo da quantidade de proteína excretada na urina é importante no diagnóstico de pré-eclâmpsia, que além da presença de proteína na urina é caracterizada por hipertensão.

Quando adequadamente monitorado e tratado, o estado pré-eclâmpsia, torna possível evitar os riscos para a mãe e a criança, recomendação de hospitalização oportuna e determinação da data ideal de dar a luz. O controlo de açúcar (glicose) na urina excretada é importante para o monitoramento dos distúrbios de metabolismo da glicose, cuja descoberta levanta suspeitas sobre a ocorrência de diabetes gestacional.


Hemograma

Hemograma de mesma forma que exame de urina, é um teste comumente realizado durante a gravidez. Durante a gravidez observa-se a redução fisiológica (correta) do hematócrito (relação de volume de células vermelhas do sangue para o volume de uma amostra de sangue total), diminuição da hemoglobina no número de eritrócitos (glóbulos vermelhos) e o aumento de leucócitos (glóbulos brancos).

Hemograma permite a deteção precoce das alterações na composição do sangue que refletem as condições patológicas relacionadas com a gravidez, que exigem intervenção médica rápida. Um bom exemplo é a anemia de intensidade variável. A anemia grave, sem tratamento, além de sintomas como fadiga, distração, dores de cabeça e sonolência, pode causar defeitos de nascimento da criança, anormalidades na placenta, e até mesmo aborto.


Exame da tiroide

No primeiro trimestre de gravidez, é necessário fazer a avaliação da função da tiroide da futura mãe. Insuficiência da tireoide durante a gravidez tem implicações para o desenvolvimento do feto. Pode ser um fator direto para o desenvolvimento intelectual da criança, que também está associado com o risco de aborto. Designação num dos laboratórios de diagnóstico do nível do TSH e anticorpos contra o antigénio tiroide, assim chamados anticorpos anti-TPO, torna possível diagnosticar insuficiência tireoidiana leve e determinar sua possível associação com mecanismos autoimunes para determinar o risco de tireoidite pós-parto.

Conflito serológico

O conflito serológico durante a gravidez é causado pela penetração do sangue da criança para o sistema circulatório da mãe. Na gravidez normal o contacto só ocorre durante o parto, devido à existência da assim chamada barreira placentária que separa a circulação sanguínea da criança e da mãe. O contato precoce das células do sangue da criança com o sistema circulatório da mãe pode ocorrer como resultado de procedimentos intrauterinos realizadas durante a gravidez.

O conflito serológico toca na gravidez na maioria dos casos os antígenos do sistema Rh. Se a mãe tem Rh (-), e a criança R (h +), o sistema imunitário da mãe reconhece o antigénio Rh nos glóbulos do filho como um antigénio estranho e produz anti-Rh IgG específico. Anticorpos IgG podem atravessar a placenta. Se, portanto este contacto acontece durante a gravidez, os anticorpos IgG maternos destruem as células do filho e conduz à anemia fetal e por conseguinte, no pior dos casos, um aborto. Na prática, como resultado do conflito de Rh é ameaçada apenas segunda gravidez, pois os anticorpos anti-Rh na mãe surgem após o nascimento. O conflito na segunda gravidez e nas gravidezes seguintes previne-se com a administração à mãe de imunoglobulina IgD. Determinação dos grupos sanguíneos da mãe (e do pai da criança), incluindo antígenos Rh, deve ser feito no início da gravidez.